uma criança uiva - a solidao da noite envolve
o brilho de estrelas
nada se vê; as montanhas são sombras perdidas nas sombras da meia noite.
uma criança grita, as unhas cheias de terra procuram a mãe que se
perdeu,negras brechas abertas de onde corre o sangue
a fome enlouquecendo devagar.
portas para o paraíso onde?
fecharam-se esses portões; a mãe ficou dentro do poço.
inatinginvel ponto
foice e manto da morte e tudo quanto resta agora
silabas perdidas dos lábios ainda se ouvem.
mas e tarde agora.
uma criança uiva e só a morte a contempla.











13 comentários:
Um belíssimo poema aliado a uma excelente pintura.
Uma verdadeira obra de arte!
Cumprimentos de seu irmao na arte
Js:)
Esse poema me fez chorar.
Te agradeço muito
Gosto de sua poética. Sinto-me muito bem,lendo e partilhando uma sentimentos e sensações.
Muito bom esse blog viu?
Genial!
Saudações !
...palavras combinando com tuas cores e que prazer visitar.....
Obrigada aos 2 e um grande abraço!
Eia!
Bem hajas pelo blog que e óptimo!
Adorei tudo , gosto imenso do que escreves a as tuas pinturas são lindas!
Fantastico
Vou visitar muito!
Saudaçoes do blogómetro!
Muito bom, todo o blogue me interessa imenso.
Obrigado por partilhar o seu talento imenso
Saudo!
gosto muito do teu blog!!!
Bela postagem, gostei muito muito do que aqui encontrei
passarei palavra.
Deixo-te um abraço amigo
Bjs
É muito bom poder conhecer quem não se conhece. Obrigada pela partilha;ler, reler e voltar a ler. Quer pela intensidade, quer pela beleza admiravel.
A sua pintura me impressiona imenso
Adorei
Uma grata surpresa ter encontrado esse blog.
Voltarei e comentarei de novo. Promessa.Deixo meu email :)
um beijo
Muito bom o teu blog.
Será sempre um grande prazer ler os belissimos poemas com que nos brindas.Quanto olho a tua pintura , me encanto!
Muita sorte!
Adorei a mimnha visita e deixo palavras dedicadas
para a Maria Henriques:
"“Esse meu jeito esquivo é porque acho que cada ser humano é sagrado,compreende? É esse pudor de invadir, esse medo do perto. Eu sou uma criatura de longe (…)
”
(Cecília Meireles"
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