Igitur ou o menino de oiro
Há muito muito tempo,
veio ele o menino Igitur, era menina muito
era cega eu
não o vi.
Ele estendeu as mãos
queimadas a ouro
e com os seus dedos
em pontas
tocou-me,
mas eu menina muito não o senti,
passado foi ainda mais
o tempo
e voou com as horas
e com os amados
que eram de todas as cores e Igitur,
o menino do principio
sorriu-me,
mas eu menina muito distraída
voltei minha cabeça
ao contrário
e ele passou;o momento
em que o menino, á meia-noite
como uma nuvem azul
deslizou na garupa do vento;
muito muito tempo passou,
todo o tempo do universo
passou
e eu menina não mais.
Triste triste fiquei
a janela da memória
procurando Igitur,
o arcanjo
com sorriso de querubim
e olhos de azul sem fim
mas Igitur
cansado julgo eu,
da dança inútil á volta da menina
partira.
E não mais a beleza
dos cabelos de oiro,
não mais o sorriso,
só sombras na queda da meia- noite
a chamar pelo nome
de Igitur o grande mago
que no cabelo da menina
tocou
com uma rosa,
uma pétala, um amor.











4 comentários:
Poema FABULOSO!
Obrigada:)
Escrevendo lendo,voltando ao teu blog. Muito bom voltar aqui,ótimo poema.Adoro-a te!
maurizio
simplesmente maravilhoso.
Enviar um comentário