segunda-feira, 6 de Outubro de 2008

a carta extraviada





Perdoa-me

sei que não se dedicam

poemas

aos poetas

que como tu são Altíssimos,

mas ISTO

não pretende ser

não quer ser

não e

um poema.



Andei ao que parece

a enviar as cartas

para regiões inóspitas

e claro,

onde tu não estavas.



Onde estarás

em que cadeira te sentaras

agora

comigo aqui tão so neste sulutitario

com ESSE lugar vazio

a meu lado

e tu tão longe

a contemplar com o sorriso

cheio de dentes

as luas

onde cavalgam

raparigas novas

e nuas

por cima de cabeças

que se juntam para estenderem as bocas

e as línguas em fogo

que saltitam

como cobras.



Tu ao longe a afiar as unhas

nas pedras negras

para ficarem finas

e roubarem os olhos

as jovens raparigas,

mas vivo- ISSO eu sei



( Redivivo )


vives

dizes tu

que revives

(novo verbo

desse teu idioma

tão antigo)



Perdoa-me eu não sei

se estou ISSO

talvez esteja por ai talvez, mas não sei

nem sei por onde andaras

o que farás

nem se eu ainda em ti.



Só sei que ISTO

não pretende ser um poema

não quer ser

não e

um poema;

só apenas o que ando

para te vos encontrar

e se não puder

e se tu nunca leres

estas vivo ,

e ISSO é tudo.








Lagos, 1.2.02




7 comentários:

Anónimo,  25 de Outubro de 2008 4:59  

Linda carta:)
Sublimes, dançam as palavras amadas neste teu espaço incansável.
Tantos e tão bons poemas e de pinturas tão fascinantes!
Obrigado por me incluíres entre os teus amigos.
Um abraço e uma rosa meu amor

Anónimo,  25 de Outubro de 2008 5:00  

Linda carta:)
Sublimes, dançam as palavras amadas neste teu espaço incansável.
Tantos e tão bons poemas e de pinturas tão fascinantes!
Obrigado por me incluíres entre os teus amigos.
Um abraço e uma rosa meu amor

Anónimo,  25 de Outubro de 2008 5:34  

Excelente trabalho de divulgação e amor pela poesia.Lindo este poema em partuclar , gostei muito

Grande Abraço do grupo de poesia!

Ribalta das Neves

Anónimo,  27 de Outubro de 2008 15:58  

Bala Carta essa.
Muito bonito.
Às vezes pensamos o que fazer com
nosso dom e de repente surge algo assim como o seu enorme canto. Raras pessoas escrevem assim como você, com tanta luz tanta intensidade. Parabéns

Anónimo,  4 de Novembro de 2008 9:03  

Lindo poema esse!
Gostei e gostei imenso.
Deixo-te outro abraço amigo
Bjs

Anónimo,  25 de Novembro de 2008 9:50  

Oi amiga Maria**!
Parabéns, adorei teu blog,visitarei com freqüência, é tudo muito bonito.

Poema super!
És uma pessoa rara!
Grande bjo!

Mauro Fernandes

Anónimo,  9 de Fevereiro de 2009 5:59  

mas este poema me impressiona
muito muito bom

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